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Cantigas Trovadorescas (Galego-português)

Cantiga de amigo ( de Martim Codax)
Fonte www.pglingua.org

Retornando ao cenário da primeira cantiga deste trovador, a rapariga pergunta de novo às ondas do mar pelo seu amigo ausente].



Ai ondas que eu vim veer,

se me saberedes dizer


porque tarda meu amigo sem mi?



Ai ondas que eu vim mirar,

se me saberedes contar


porque tarda meu amigo sem mi?


Nota(s):

O retorno ao cenário com que se iniciava a série de cantigas de Martim Codax, com a rapariga apostrofando as ondas do mar de Vigo, parece encerrar como num círculo toda a produção do trovador. Mas talvez não devamos dar excessiva importância a este facto, pois não sabemos em que medida a distribuição das composições nos nossos cancioneiros corresponde à original do poeta.

O uso paralelístico dos verbos veer (verso 1) e mirar (v. 4) poderia interpretar-se como um primeiro e incipiente indício da posterior confusão semântica que se deu na área da ria de Vigo e no Morraço e que acabou por eliminar da fala popular o verbo ver, substituído em todos os casos por mirar (por exemplo, "mirei-te o domingo na festa").



(...) "Como os restantes trovadores do hipotético cancioneiro jogralesco, Martim Codax teria vivido numa época indeterminada dentro do período que compreende a segunda metade do século XIII e talvez também os inícios do XIV. Da segunda das suas cantigas, em que a rapariga manifesta saber que o seu amigo retorna vivo e são e "del-rei amigo", parece deduzir-se que o trovador (que suporemos se identifica a si mesmo com o amigo) andou na corte e talvez em tempo de guerra: estaria pois na corte de algum dos reis castelhano-leoneses desse período, permanentemente em guerra contra os mouros na Andaluzia.

É de notar que, graças ao Pergaminho Vindel, conservamos a melodia de seis das sete cantigas de Martim Codax, facto infelizmente anómalo no nosso trovadorismo profano, por causa de que nem os manuscritos coloccianos (que nos conservaram a maior parte da nossa poesia trovadoresca profana) nem o Cancioneiro de Ajuda nos transmitiram as partituras musicais." (...)

Para ler mais Cantigas trovadorescas entrar no site abaixo:
http://www.agal-gz.org/modules.php?name=Biblio

Cantigas de Santa Maria - de Afonso [o Sábio]

Rosa das rosas e fror das frores,

dona das donas, senhor das senhores.


Rosa de beldad' e de parecer

e fror d' alegria e de prazer,

dona em mui piadosa seer,

senhor em tolher coitas e doores.



Rosa das rosas e fror das frores,

dona das donas, senhor das senhores.



Atal senhor dev' home muit' amar,

que de todo mal o pode guardar;

e pode-lh' os pecados perdõar,

que faz no mundo per maos sabores.



Rosa das rosas e fror das frores,

dona das donas, senhor das senhores.



Devemo-la muit' amar e servir,

ca punha de nos guardar de falir;

des i, dos erros nos faz repentir,

que nós fazemos come pecadores.



Rosa das rosas e fror das frores,

dona das donas, senhor das senhores.



Esta dona que tenho por senhor

e de que quero seer trobador,

se eu per rem poss' haver seu amor,

dou ao demo os outros amores.



Rosa das rosas e fror das frores,

dona das donas, senhor das senhores.


Biografia. O rei Afonso X de Castela, conhecido na historiografia como «o Sábio», nasceu em Toledo em 1221, e faleceu em Sevilha em 1284 com 63 anos de idade. Era filho de Fernando III o Santo (rei de Castela desde 1217, e também de Leão desde 1229-1230) e da sua mulher Beatriz de Suábia. (...)

Para ler mais Cantigas trovadorescas galegas:

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